quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Consumismo

Em sua época, Carl Marx dizia que o capitalismo substituíra o valor intrínseco dos bens e serviços pelo valor de mercado, notamos isso nos dias atuais através do modismo que dita que um produto vale mais pelo que representa do que por sua qualidade.Em grupos de adolescentes onde quase não há distinção entre os membros do grupo, que vestem-se e comportam-se com um determinado estilo, ou seja idênticos, essas atitudes são razoáveis e compreensíveis, pois sabemos que a adolescência é uma época de mutação, eles não têm sua individualidade porque ainda estão em fase de formação da personalidade. E com adultos? como explicar ?
É o chamado “consumismo”, a sociedade e a mídia nos induz a ele, algumas pessoas chegam a acreditar que determinado produto de grife lhe renderá o “status” necessário para pertencer a uma classe social da qual não faz parte.Muitas vezes esses produtos não valem por sua qualidade, por sua história, pela ideologia que defende, mais pelo que representa perante as outras pessoas.
Esses produtos têm custo elevado, do qual economicamente às vezes as pessoas não podem pagar, mais como bons e deslumbrados brasileiros que somos, sempre estamos dispostos a supervalorizar um produto famoso e pagar muito mais do que realmente ele vale. Isso explica o motivo de produtos de grife e importados custarem tão caros no Brasil, na verdade existe mercado consumidor para eles.Às vezes um nacional similar oferece até maior qualidade por menor valor, porém não o “status” da marquinha famosa ali impressa, daí o brasileiro menospreza sua própria cultura, sua história e seu povo, para supervalorizar o importado que apenas o enxerga como consumidor.Essa marquinha, esse logotipo, essa representação de “poder” também é ostentada com orgulho em uma bolsa, em uma calça, ou em uma haste de óculos, até parece que o produto vale mais do que quem o usa.
Que sejamos mais do que "marcas" ambulantes, que deixemos de banalizar nossos pensamentos, valores e idéias.
Renato Ferreira

Um comentário:

Célia Leão disse...

Adorei seu texto. É isto mesmo: vivemos um momento de equívoco em que o TER acabou por se confundir com o SER. Nada a ver!!! Você é quem faz a roupa que você veste, ou a bolsa que você usa. Nunca o contrário: basta que olhemos como andam vestidos os corruptos, os deselegantes do Planalto Central...Você quer ser igual a eles?..Deus me livre: eu não!! Prefiro investir num bom livro, a ter uma bolsa caríssima que apenas "está na moda" e nada tem a ver comigo. Riqueza é interior. E riqueza se tem: não se ostenta.