O conto narra a dificil vida de três irmãos muito pobres, quase miseráveis, descritos pelo autor como os mais famintos e remendados do reino das Astúrias, para comer caçavam, e dormiam na estrebaria para aproveitar o calor das éguas.
Em uma silenciosa manhã de Domingo caminhavam pela mata afim de caçar algo, mas ao invés de algum animal, encontraram um cofre cheio de ouro, que os deixou sem ação, trêmulos, riam de sua própria sorte, ou quem sabe desgraça?
Os irmãos eram: Rui o mais articulado e com atitudes de lider, Rostabal o mais forte e Guanes o menor em tamanho porém maior em agilidade, decidiram que este fosse buscar vinho e alimentos pois estavam famintos, ficou combinado em comum acordo que o tesouro seria dividido igualmente e cada um possuiria uma das três chaves do cofre.
Enquanto aguardavam o anoitecer para dali levar o ouro em segurança, e ainda esperavam pelo irmão, Rui foi tomado por um sentimento de ganância e trama com Rostabal contra a vida de Guanes, para ficarem com sua parte no tesouro. Rostabal feriu o irmão com uma espada e é morto em seguida por uma navalha afiada num golpe certeiro dado por Rui, que pretende herdar as três chaves e ser o único dono de todo o ouro do cofre, mas ao beber o vinho da comemoração (aquele trazido por Guanes) cai morto, seu irmão tinha a mesma intenção e envenenara a bebida. Por fim o ouro não pertenceu a ninguém e continuou na mata de Roquelanes
Os pormenores e descrições minuciosas de cada personagem, suas atitudes e até a interpretação de caráter ficam claras em cada um deles no momento que percebem a iminência da riqueza individual (com excessão a Rostabal que revela personalidade sugestionável e se deixa seduzir pelas idéias do irmão) caracterizam o conto dentro da estética Realista que tem como identidade a veracidade e detalhes nos fatos.
O escritor tentou modificar a cultura de seu país através da mais habilidosa ferramenta que possuía: a escrita, e neste conto revelou que o ser humano possui um lado obscuro e pode usá-lo das piores formas possíveis, um assunto considerado "tabu" para a época em que foi escrito, pois a literatura antecessora ao realismo (romantismo) não abordava este tipo de assunto, tornando Eça de Queirós um escritor revolucionário na época.

2 comentários:
Parabéns, Renato, pela forma sucinta em que aborda o conto. Texto simples e coerente.
Me ajudou muito na tarefa da faculdade.
Beijos
Parabéns, Renato, pela forma sucinta em que aborda o conto. Texto simples e coerente.
Me ajudou muito na tarefa da faculdade.
Beijos
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